sábado, 28 de dezembro de 2013

Última nota.

Antes de dizer adeus, vou me despedir deste lugar tão especial. Este, em primeiro lugar foi meu primeiro blog.
Meu estômago se amarra e as lágrimas rolam ao lembrar das boas lembranças. E Deus sabe do que estou falando. Aqui foi a partida de algo muito importante na minha vida, e ao deixar para trás, eu deixo para trás tudo aquilo que carrego comigo.
Ao abandonar este blog, não abandono apenas meus antigos pensamentos, mas abandono um pedaço de mim, um caco que fazia parte deste coração tão incompleto.
Cristiano as primeiras poesias foram para ti. Arthur eu não posso contar a quantidade de palavras que foram escritas aqui acalentadas pelo sentimento incontável que eu tinha por você. Paulo, meu amigo e namorado. Você foi meu porto seguro, minha rota para casa. Lembro de quando ficávamos sentados naquela cerca olhando o céu imenso sobre nós. Sempre foi fácil conversar contigo, e por isso vários poemas meus também são seus.
Agora eu fecho este lugar. Como um baú que talvez venha a ser aberto daqui há muitos anos. Mas que por hora, será esquecido no sótão da alma.

Acabou.

A partir de hoje não vou mais postar no meu blog.
Acabou.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Palavra-Chave.

Escrevo-te hoje, nestas linhas errantes, não para dizer que eu ainda o odeio, apenas para perguntar, como você se sente, como deita a cabeça a noite, se dorme bem, e talvez, por que veio a saudade de tempos onde só se precisavam simples palavras de amor.
Espero que desculpes os meus erros, se eu preciso somente de gentileza para secar minhas lágrimas, ou se eu fui dura de mais com minhas palavras. Mas você esteve lá quando eu chorava, e os dias passaram frios.
Minha mãe nunca esteve presente, e meu pai ama mais os sonhos que tem para mim, do que a mim mesma, e ninguém me mostrou como retornar amor, e isso queima.Nas calçadas da cidade, com uma flor retirada do parque, esperando uma morte solitária, eu desço as ruas esperando seus olhos encontrarem os meus. Talvez tu não os leia, mas quem sabe até recordará das memórias pálidas, e se lembrar que ainda vivo.Eu sei que me machucou, sei dos rumores que espalhou sobre mim, das palavras cruéis, do sexo de punição e da humilhação que me causou. Mas ainda assim, me pergunto, por que eu ainda não acredito que tudo isso aconteceu? Provavelmente isso seja apenas uma memória perdida de quando eu achava que sabia quem você era.Eu recordo bem os dias onde você era tudo para mim, e eu gastei tantos anos tentando me proteger, que agora eu estou escrevendo para dizer que não dói mais.Eu sei que em meus sonhos eu me vejo sozinha no pátio da escola, na sacada, na sala vazia onde você disse que me amava, nossos lugares “especiais”, esperando por você, eternamente esperando por você.Também sei que eu já estou envolta em minha cúpula de solidão, e também confesso que você fez coisas terríveis, coisas que, infelizmente, não sei como perdoar. Então o que me importa não é mais mudar isso, é apenas lavar as mãos, e pensar em como foi tudo tão errado.E finalmente, eu prefiro acreditar que li no teu olhar, o último suspiro do que eu sonhava. Agora, me sinto tão estúpida e tola, por que eu não sei mais a que altura isso me leva e guardo a impressão que um milagre acabaria comigo, por que nenhum amor que eu já vi passar irá me preencher como o seu me preencheu.Três anos sem te ver, e ainda me lembro, você estava sentado ao meu lado, lá fora fazia um pouco de frio, e você usava um suéter preto que cobria suas mãos. Eu te encarei sorrindo, e eu me lembro do seu sorriso doce em retribuição, aquele sorriso que eu em vão procurei em seus novos lábios.Então eu esperei que tivesses algo mais do que um simples entusiasmo. E todos os tempos em que eu escrevia em meu diário, as melancólicas palavras como uma carta de despedida, era por que eu sabia, a cada dia era um adeus.Então, vou olhar para estas estrelas, provavelmente não pela última vez, e recordar. E mando as lágrimas para este céu escuro de sonhos, um lugar onde posso descansar.


senha do meu tumblr (asrai-a-limine.tumblr.com): aves-rarae

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Desisto.

Sabe, eu queria tanto explicar por que eu lutei tanto para não desistir. Mas é tão difícil exprimir minhas emoções para alguém incapacitado de senti-las, ou compreende-las. A dor da desistência mostra minha incapacidade de tomar atitudes corretas e demonstrar as verdades que eu não consigo fazer. E eu teria tanto para fazer se eu pudesse com clareza. E agora que eu provei meu ponto e descobri que estava certa, esta certeza que me corrói me deixa incapacitada de tomar outra atitude, a não ser suportar minha auto-mutilação.
É terrível a previsibilidade da mente humana, principalmente quando levo em consideração o fato de que eu estou correta, e até em minhas apostas mais altas eu acertei comigo mesma. Eu sempre acerto este ponto pré-determinado. E isso também se torna previsível em todas as relações que eu travo com seres humanos.
É um dos riscos de adentrar a mente, como você deve saber.
Agora sentir todos os efeitos, e chorar por todas as arestas da minha própria decisão é a única medida a ser tomada. E isso condiz tanto com minha personalidade falha que se torna uma repetição do teatro já montado em minha mente.
Mas não é o sofrimento que me incomoda, e sim a ausência de máscaras para comigo mesma e tudo aquilo que eu terei que fazer. E a dignidade nunca foi meu forte. Mas a destruição sim.
Você bem sabe que depois de tantos infortúnios eu me tranquei dentro deste pequeno palco de ilusões. E arrisquei até a última gota do meu sangue, e o sangue pesa.
Mas para bom entendedor meia palavra basta.
E minhas máscaras estão sempre caindo e se quebrando conforme mudo o roteiro em minha mente. A verdade é que não existe mais verdade. E tudo vai acabar exatamente como estou prevendo. Isso é irritante e reconfortante ao mesmo tempo.
Eu não quero nada do que eu disse que queria. Eu sou o espetáculo teatral que me ensinaram ser.
Porém eu sinto, dentro de padrões e normas estipuladas por mim, eu sinto.
E isso que isso vai quebrar muito em breve.

domingo, 15 de julho de 2012

Strip.


M: Ninguém se importa.
N: Você se importa.
M: Comigo mesma? Às vezes.
N: Ou você se importa com o que os outros vão pensar de você. E de certa forma é se importar com a sua imagem. Egoísta como sempre.
M: Não fale o que você não sabe.
N: Estou dizendo alguma mentira?
M: Não. Não é o fato de dizer uma mentira ou uma verdade, é a consequência do que você diz. Não o que você diz. Você não entende mesmo. Que babaca.
N: Nossa que agressividade, atingi em algum ponto fraco?
M: Você sempre atinge.
N: Eu sei como te destruir.
M: Você já me disse isso antes.
N: E você não ouviu. Masoquista emocional. Você quer que eu te destrua, não quer? Mas mesmo assim você se engana. A cada vez que eu te vejo, mais tola você aparenta.
M: Nunca me denominei uma pessoa inteligente. Aliás, me acho muito boba.
N: E ainda assim isso te machuca. Que coisa interessante. Você me procura por prazer ou para sua destruição? Ou uma coisa leva a outra?
M: Uma coisa leva a outra. Porém é mais por autodestruição do que por qualquer coisa.
N: Estou honrado por fazer parte da sua festinha autodestrutiva. Haha. Será que teremos um coquetel de veneno ainda hoje? Estou com sede de sangue ultimamente.
M: Então me mate de uma vez. Estaria me fazendo um favor.
N: E jogar meu brinquedinho no lixo? Não obrigada, eu vou usar você, abusar de você e da sua mente. E depois, você cairá sozinha. Pessoas como você não precisam de assassinos, apenas de alguém perspicaz o suficiente para controlar as suas emoções.
M: Sou um jogo? Uau, por que isso ainda me surpreende?
N: Não sei. Sinceramente, estou me lixando para você.
M: Achei que gostasse do seu brinquedo.
N: Às vezes perde a graça. Você é tediosa de mais, assim, calma. Prefiro te ver no abismo das suas próprias escolhas.
M: Sempre me jogando as verdades na cara, não? Gosta tanto assim de me ver chorar?
N: Sinto um prazer enorme, querida.
M: E quando você me beija, é para me provocar, ou para me machucar? Tenho esta dúvida.
N: Machucar é claro. Mas a provocação também me dá prazer. Aliás, prefiro muito mais você calada na minha cama, e se eu preciso te ludibriar para te conduzir a este fim, não me importo de dar corda na marionete.
M: Marionete? Não se engane, eu sei muito bem o que você está fazendo, e se vou é por vontade própria, e não por ações mentirosas vindo de você.
N: Não sou mentiroso, a mentira não existe.
M: Você não existe.
N: Nada existe, então apenas aprecie enquanto jogo você no fogo do inferno que eu chamo de consciência.


M: Faz diferença?
N: Claro que faz diferença.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Névoa.

N: Você parece cansada. Muitas noites mal dormidas?
M: Sim, pensando em você.
N: De verdade?
M: Não.

Barulhos.

Morrer dói? Eu sinto vontade de dizer que sim, mas querida, dói muito mais continuar viva.

Universo em chamas.


Ainda me lembro das primeiras palavras que trocamos. Também recordo-me da primeira vez que fitei seus olhos. Aqueles olhos como dois pontos vazios no universo. Sempre tive a impressão de que poderia cair neles para sempre e jamais me arrepender disto. Então, toda vez que penso em seus olhos, eu os vejo como minha pequena morte, e tenho a impressão de que foi por que confiei naqueles olhos que continuo viva.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Noite.

Ela apareceu completamente tonta. Não que ele se importasse, não estava nem ai, a única coisa que realmente interessava era poder trepar com ela. Apenas uma garota para se levar para cama, e ela sabe se virar quando é jogada fora. O único problema é que ela gosta de transformar as coisas em algo simbólico, segundo seu agrado. Nada permanece na neutralidade, e o que houve com ela naquela noite? Ele parou e sorriu radiante. Era problema inteiramente dela, não dele. É claro que ele gostava dela, gostava do seu corpo, ou dela estar ao alcance das mãos. Mas era apenas uma fração, e seus pensamentos não importavam nem um pouco. E ela sabia disso.
Caminharam um pouco antes de ir para a casa dele, enquanto ela ia de um lado para o outro a procura de dentes de leão e falando bobagens. O céu não estava muito escuro, e tudo parecia falso e artificial, nada que faça parecer menos patético para ela, que se encontrava em um estado entorpecente e precisava se libertar de algo invisível.
No meio de conversas aleatórias, ela o acusou de ser falso, e se ele concordou que era falso, a intenção era de prevenção e não uma ameaça. Mas lhe deu um frio na espinha quando ele declarou isso. Era tudo muito besta.
De qualquer forma, eles seguiram para casa dele. Ambos os casos eram lamentáveis, deitaram na cama e treparam.
Do sexo, pode-se dizer que foi algo vazio que só se pode guardar uma vaga lembrança. Não que tivesse sido ruim, não foi este o ponto. Ele sabia acariciar de maneira incomparável, e tinha experiência o suficiente para fazê-la gemer de verdade. Porém era perceptível que algo ia mal, e era de comum interesse ignorar isto.
Era óbvio que ele a via como uma garota maluca depressiva que teria depositado nele todas as esperanças, o que mostra que ele tinha uma boa opinião de si próprio, mesmo que significasse que ele era prepotente e egoísta. Enquanto ela apenas extraia um grande vácuo, buscava apresentar todas as suas formas, agindo como se estivesse apaixonada. Era uma forma tola de se portar, e ela sabia disso, sabia também que era mesmo uma menina boba e ingênua, mas não era completamente idiota de se deixar tomar por um cara que nem consegue mais escrever uma poesia. A agitação louca era o que a mantinha viva, mesmo que fosse certamente uma chama apagada. O que tornava tudo ainda mais constrangedor.
Eles tomaram banho e ele a levou para casa, deixando ela se esquentar debaixo do seu casaco, se funcionaria, pouco importava, era só mera educação. Queria toca-la e não possuí-la. Era simples. Ela que teimava em complicar de mais as coisas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Olá.


M: Oi.
N: Oi.
M: Ta tarde pra ficar aqui na rua...
N: Vamos entrar?
M: Sua casa ou a minha?
N: A minha né, a gente sempre acaba por lá mesmo.
M: Você sabe o porquê.
N: Sei, mas não me importo.
M: Deveria.
N: Será que vale mesmo a pena?
M: Valeria se você se importasse.
N: Não fui eu que disse não.
M: Eu sei, desculpe.
N: Tanto faz...
M: Foi por causa dele, sabia?
N: Dele?
M: Sim. Ele me disse para dizer não, e eu disse.
N: Suas crenças sempre me surpreendem.
M: E suas palavras sempre me decepcionam.
N: Sou uma decepção pra você?
M: Sim.
N: É uma pena.
M: Não, é melhor assim, eu não ia suportar se fosse diferente.
N: Mas poderia ter sido.
M: Poder, poderia, mas o final seria o mesmo.
N: Como você sabe?
M: Você disse.
N: Tem certeza?
M: Absoluta.
N: Então tá...
M: Para.
N: Para o que?
M: De fazer isso.
N: Isso?
M: É.
N: Te machuca?
M: Sim.
N: Bom saber.
M: Sempre usando tudo contra mim, não é?
N: Nem sempre.
M: Mas quase.
N: Mesmo assim não é sempre.
M: Se fosse, doeria menos.
N: Eu sei.
M: Você faz de propósito, não faz?
N: Quem sabe...
M: Fico feliz por ter dito não.
N: Mentira.
M: Não é.
N: Tem certeza?
M: Sim.
N: Não, não tem.
M: Cala a boca.
N: Mesmo se eu calar, vai fazer diferença?
M: Na verdade não.
N: Então, vamos entrar?
M: Vamos, está frio aqui fora.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Adeus.


Estas gotas de sangue que caem, uma a uma, são tão delicadas quanto as flores girando sobre o vento. Quando eu olho pela janela, todo o universo quieto, em mutação, que se expande como se o tempo tivesse parado, vendo tantos encontros e desencontros.
É este o céu que parece dormir imortal que nós vemos. E em meu peito estão esmagadas as palavras trêmulas, que cortam com o ar que respiramos. Por que exatamente lá?
Hoje eu quero esquecer todas as vezes que você esteve presente. Quero borrar todos os detalhes, todo o sangue que escorreu por estes lençóis por sua causa. Por que as mãos que eu segurei, e nunca vou fui capaz de alcançar.
Então, estas palavras que começam a tremer demais são tudo que eu tenho. Quando soube da primeira vez que você jamais me amaria, eu apenas não queria aceitar isto. Você sempre estava fadando nosso relacionamento ao fracasso, sempre tão distante e imóvel enquanto eu tentava miseravelmente ter alguma reação. Talvez eu não tenha tentado o bastante todas as vezes que eu pude, e talvez eu não tenha sido tão sincera quanto eu gostaria. Então se eu fiz você se sentir como o segundo lugar, me desculpe, eu estava apenas com raiva, pois quanto mais você me criticava mais eu me tornava consciente de minha irritação, e mais eu me tornei incapaz de amar com pureza.
Mas eu relutei até a dor do rompimento, das juras de amor que trocamos, do mundo que nos engoliu. Então vamos permanecer os mesmos por toda a eternidade, assim como estávamos naquele dia quente, no meio do asfalto doce como um beijo roubado.

sábado, 12 de março de 2011

Me diga.

Eu estou tomando comprimidos de mais, colocando balas do revolver na boca. Mas se você quer tanto assim, pode tê-la.
Segure bem estas palavras, por que eu estou suspensa no tempo. Eu arranco estas flores para por dentro de uma cova.
Eu não posso fazer nada sobre isso. Apenas continue com o cinismo.
Você sabe, eu vou derramar pelos seus dentes como sangue. Venha comigo agora, você viria de qualquer jeito.
Você quer lamber estas lágrimas de ácido entre meus joelhos? Eu estou apta para te divertir.
Fure minha língua, você deveria ter ficado em casa, eu deveria conhecer melhor. Me diga, qual é o meu gosto.
Eu não vou recuar, por ninguém.
Apenas um arrependimento. Quando você me ver chegando, é melhor olhar para baixo. Eu não poupo respirações.
Tão denso quanto o oceano. Minhas veias estão cheias de cristais de açúcar. Eu me despejo entre mãos quentes.
Mate, recue, cuspa.
Abrace esta voz na sua cabeça. Tente.
Em noites vazias, eu sou todo o universo colidindo. Eu sou o pequeno pecado. O vazio tão encantador que você procura.
Escave meu corpo, descubra meus ossos. Você arranhou meus braços enquanto puxava o gatilho.
Não é triste, é apenas apático.
Você disse que está com vontade de mim. Me mandou abrir a porta no meio da noite. Mas eu não sou um corpo caído no quarto do motel.
Ninguém pode abraçar minha silhueta congelada. Existem buracos maiores dentro de mim.
Viva isso, anule, dissolva, nesta xícara com água morna. 
Continue correndo. Atravesse meu coração, até nunca acabar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estilhaços.

Fique calma, sufocada pelos seus pesadelos. Um suspiro seco, ao tirar a maquiagem. Leve e decadente.
Pessoas infelizes estão espalhadas pela sua cama. Um grito de socorro entre lençóis amarrados na garganta. Um dia negro neste conto de fadas.
Você deseja sentir alguma coisa que não seja tão gelada.  Apenas uma foto, com estes olhos tão tristes. Você sempre foi assim, não foi?
Seus cacos estão transbordando. Você sente no ar seco todas as promessas. Este sacrifício, sorriso calculado, não olhe para trás, nem uma vez.
Se rasgassem seu estomago, você teria motivos para chorar. Coloque estas mãos no assoalho sujo, tome todos aqueles comprimidos, chore todo este escuro que você costurou nas tuas veias.
Seu coração não bate. Sua alma não vive.  Você pode ver através da morte dês do dia que nasceu.
Línguas afiadas cortaram seus pulsos, mentiras escorreram pelo chão.
Você está perdida na própria destruição.
Lágrimas abram este sorriso mais uma vez.
Um borrão no tempo, perdido dentro destes espelhos. Você não encontra verdade em si mesma.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sol.

Tudo é refletido, este brilho tão intenso. 
Olhe! 
Para todo o sempre, sem se preocupar, você os verá novamente, apenas no seu caminho. Não chore pequena joaninha.
O amarelo, o azul, vermelho, verde.
Se você acredita, então me acompanhe.
Deixe para trás este sorriso, entre lágrimas e verdades. O tempo não irá curar, mas você irá compreender.
Como almejamos, e não prevemos nada.
Para perto, com a luz transbordante. Grite ao vendo. Tua companhia, tua alma, teu ser. O que te completa, o que necessita. O que você pode. O que é o seu sonho, e o que é apenas uma memória.
Tragados pela corrente, nem palavras ou amarras. Mantenha isto.
Assista com um sorriso fugaz. Não chore. Não chore.
Além da escuridão, voe sem destino. Tudo que há em nossas mentes. Só agora descobrimos onde a verdadeira cegueira está.
Estenda estes braços de arco-íres, envolvida com as flores entre a calçada. Está tudo nos teus braços.
Perceba.
Esta agradável melodia da sua voz, o seu rosto tão próximo do meu. Estes lábios que foram tão ultrajados. Toque este espelho.
More nestes olhos inflamados, escorra para dentro, em uma paisagem pintada com cores serenas.
Desenhe o vulto atrás da sua foto, dance por cima dos teus medos. É fácil seguir o mapa com a ponta do dedo.
Por um véu suave, seu sonho é protegido. Agitando seus cabelos suavemente, flutuando.
Abra o céu como uma flor na neve.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gotas.

Para o infinito, onde nós estamos. Vamos mudar as direções, deixando estas mentiras se espatifarem em nossas gargantas.
Queimando, amarrada, as pessoas são todas iguais, docinho.
Eu sentirei suas lágrimas, todo seu ser. É apenas outro, outra espiral.
O buque de flores no fim do espetáculo. Duas palavras cínicas, talvez três.
Mentiras e verdades que caem do céu.  Nada é mais importante.
Não seja tímida, mostre suas cores. Não seja tola, não deixe que saibam. Não deixe que saibam que mente.
Até quebrar.
Quem apertou o gatilho?
Estique estas mãos até a verdade. Há em seus olhos o brilho de um sonho sepultado. Teu coração quebra, se apaga em seu peito.
O sabor imoral de uma pessoa, perfurando seu esôfago. 
Por que você olha para o céu, com estes olhos nublados? O que procura suspirando miseravelmente?
Meu coração está distante.
Parece que você está vestida de chuva, não parece?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sempre.

Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor.


Você pode não acreditar em Deus, mas ele acredita em você.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ingenuidade.

Um pouco quebrado. A sua ingenuidade. A culpa é sua.

Eu não consigo te ver, não posso te ver.
Tão ingênuo. 
Um coração doce, cheio de impurezas. 
Eles sujaram seu sorriso. Rasgaram todos os seus sonhos. Em teias de aranhas.
Algo que poderia ser tão belo... Toda vez que eu olho...
Tentei tocar, suavemente, mas você remendou, por baixo do seu cabelo.
Tremendo, apenas um pouco.
Ela ainda está atrás de mim.
Sua pele quase azul.
Repetindo, como se fosse quebrar. Por que vai quebrar.
Segure seu silencio. Ame-o novamente. Você ama.
Mentindo, para quem? Para mim ou para você?
Estava tudo tão bem, até semana passada. Você erra, mas não sabe concertar as coisas.
Tão ingênua.
Elas continuam caindo. De suas lembranças, que haviam sido trancadas.
A fé oscilando.
É tão difícil falar de você, sem compreender que somos o mesmo.






Estudando pra caralho. No time. Tanto tempo sem postar, estava com saudade disso!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amor.

O amor é toda a eternidade que existe. Nem tempo ou memória pode apagar o coração de alguém. Somos todos feitos deste amor, que brilha um pouco em cada rosto. Estamos todos ligados por esta magia que nos motiva.
O amor não é só a coisa mais importante, como é a essência, de modo que o meu amor nunca será igual ao seu amor. Não importa o quanto os cientistas pesquisem, nenhum deles jamais poderá copiar minhas emoções em um laboratório.
Nenhum amor jamais substituirá o outro. Ninguém esquece de quem se ama. Mas amar não significa sofrer ou precisar, significa estimar. Se você é capaz de odiar quem disse que amava, então nunca amou verdadeiramente, da mesma forma que você jamais será indiferente a essa pessoa.
Nunca espere por apenas uma forma de amor, pois morrerá de desgosto se fizer isso.
Todos precisamos de amor, e para isso precisamos aprender a perdoar o próximo, e a nós mesmos. Todos precisamos de uma segunda chance. Se você não acredita em si, não acredita nos outros. Será apenas um buraco negro. Sinta e ame verdadeiramente, os machucados são apenas provas de que você está vivo. Se tudo fosse fácil, não valeria a pena.
Nosso corpo perece, mas ele é apenas um ponto de luz na imensidão da vida. Todos nascem e morrem, mas nunca se vão.


Para todos os meus amores (antigos e novos). Mas principalmente para você L.

sábado, 18 de setembro de 2010

Romance Eterno

Apodrecendo. Você quer fazer uma história... de amor?
Anda pela noite, não mede os passos. Cai, infinitamente... como naquela manhã.
Esquece, apaga, limpa tua boca, tão suja. Tantas mentiras, uma mariposa entre borboletas.
Dança comigo.
Rodopie, nesta magia superficial. Gira, segura minha cintura, o cheiro do novo nas lápides antigas.
Os planos selecionados, o acaso nos olhos. A mascara no chão de mogno.
Luzes foscas a nossa volta, esta voz fraca faz melodia. Não pode ver na sala abarrotada.
É sozinho. Sozinho. Sozinho, sozinho.
Engana com falsas lembranças. Esta tela não traz nada. Imagens borradas o sangue na boca, o beijo final, o ultimo grito, ultimo suspiro.
É tão tarde meu bem. Para que esperar por alguém? Estes olhos que querem mas nunca arriscam.
A esquina e a floresta, as flores e os prédios. Tuas lágrimas e teu reflexo. O par para ultima dança.
Estes casais são todos parecidos. Quem sobe os degraus e inclina na sacada... As penas brancas no travesseiro. O cabelo macio, a voz baixa, calculada.
Eu te amo...?
Entra na noite comigo, vaga por estes pesadelos que se tornam tão macios. Não desperdiça a escuridão. Voando pelo céu. As estrelas estouram como bolhas de sabão.
Queremos cruzar estes caminhos. Eu apenas não sei como chegar perto.
A respiração tão pesada, nas celas de porcelana. Boneca quebrada.
Teus sonhos caem como chuva, descendo em uma cidade pequena. A neve derrete, os hospitais se fecham, este manicômio é apenas teu.
Deveriam ter prestado atenção nas linhas enquanto subiam a escada. Pode fingir o quanto quiser, mas a noite eles sempre voltam.
Os retratos na parede, no sótão abandonado, limpa as lágrimas, queima as memórias. Eu incendiei a fotografia.
Corredores que se abrem, as portas cerradas, o isqueiro na mão. Vamos encontrar aquela brecha. Quando se cai tão rápido, as mentiras são boas.
Mas, afinal, quem vai estar até seu ultimo suspiro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Coisas que você deveria ter dito.

Para todos que gostariam de dizer algo, mas não conseguem, seja por falta de coragem, morte, perda de contato. Mande uma carta (pode ser anônima) com todas as coisas que você gostaria de ter dito.


PS: Eu sei que não tem nada a ver com o blog, mas eu achei muito interessante, e ajuda as pessoas a desabafarem, a dizerem algo que nunca tiveram oportunidade ou coragem... eu com certeza vou postar muuuuuitas cartas.