quinta-feira, 8 de julho de 2010

Céu.

Sem dizer nada, eu estou olhando fixamente para aquela boca se mexendo.
Isso poderia ser doloroso, se não fosse tão cruel.
Não importa o tipo de escuridão em que você está perdido, eu coloriria seu coração, se você não o escondesse, eu o faria.
Imaginando, a paisagem que passa diante dos teus olhos, é feliz ou triste? É tão nostálgico quanto meus sonhos? Vermelho ou azul?
Eu quero chorar, então eu simplesmente choro, choro enquanto eu olho isto se espatifar no chão, tão frágil quanto uma folha seca no inverno, jogando fora toda esta fantasia.
Unindo estas sombras, eu estou sorrindo, cativante para outras pessoas.
Minha inocência foi para o lado errado desta vez.
De qualquer forma, eu estou parando todas estas coisas que não valem um centavo. Toda vez que eu olho todo este orgulho e toda esta dor, isso mantém para fora todo o sentimento de dentro dos gestos.
Estas palavras sujas, feitas para machucar, eu sei que alguém quis proferi-las, e isso magoa. Não por amor, mas por admiração.
Este lugar está uma bagunça, mas eu estou começando a encontrar tudo que tinha perdido uma vez. E estou dizendo, por favor.
Não posso ver estas cenas, de todas estas amargas tragédias, de todas estas lágrimas derramadas, de tudo que eu não quero sentir mais. Pois eu já estou morta, rasgando sem a navalha, cortando sem faca com uma língua afiada.
É triste saber quando ama alguém, que nada pode ser feito, nada pode ser mudado, por que por mais que fosse, ninguém pode voltar atrás com as palavras, por que isso fere a merda do orgulho. E é tão patético para mim, admitir isso em voz alta, mas é verdade.
Diante de um sentimento tão impuro, pode existir algo mais belo que isso? Rodando entre as arvores, no meio-fio, me mostrando as estrelas.
Agora não há mais nada o que dizer, cortando o céu com um brilho intenso, não importa que tipo de noite ou manhã isso possa ser.

Por favor.

É a única coisa que eu tenho.
É a minha única forma de falar.
Eu ainda cambaleio um pouco, antes de chegar em casa.
Ainda me afasto de casa.
Será que é tão fácil entrar e sair da minha vida?

domingo, 4 de julho de 2010

Baretta

Triste brincadeira, navalha afiada. Eu amo muito esta porra toda.
Uma linha vermelha traçada entre meu corpo e o seu. Um psicopata a espreita.
É apenas um jogo melancólico. Para mim, pode começar a rodar.
Calafrios passando pelos órgãos genitais. Foda meus lábios, minhas veias estão abertas.
Só você sabe deste pequeno segredo.
Isto corroeu seu cérebro, mente negra e olhos abertos.
Tão cheio de loucura, criança da morte.
Eu juro que não vai esquecer. Eu estou com você no inferno. Siga esta porra.
E eu nunca quis dizer aquilo, ok?
Eu me senti tão próxima a você naquela carta. Com aquelas estrelas desenhadas. Era uma mentira de muito mau gosto.
Vamos nos tornar uma estrela ofuscante. Vamos queimar os olhos de todos os amantes.
Tempestades de sangue, eu sei que você olhou.
É uma sensibilidade de um ritmo violento. Eu não amo a ninguém.
Este mundo é podre, mas saiba, que você também.
Cubra o amor com uma máscara, e eu juro, para a vida toda, eu estarei sempre junto a este desespero.
Você sabe, eu estou sempre certa.
Vamos começar aqui, nossos novos dias.
Não coloque tudo no depois, sua vida é agora. Seu futuro é incerto.
Que vergonha, se conheça, apodreça, se suicide da minha frente.
Dê um belo riso agora, é um jogo do qual você não consegue se livrar, uma cova separada para sua vida.
Enlouqueça um pouquinho. Eu amo toda essa dor. Eu sou doente.
Sua vez de rodar.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Contagem.

Polvora. Chamas. Serpente de fumaça.
Você tem que pensar. Não consegue.
Meu tudo. Meu nada.
Dez minutos. Um segundo. Decida-se.

Não.

Você pode entender? Ou está apenas sendo cética?
O que você quer? Menina dos olhos de vidro, cinderela, cristal sempre se quebra.
Meia noite, nunca é suficiente para uma ultima dança.

Você é tão bonita, não é? Você é tão perfeita.
Perfeitamente distorcida, isso que eu acho.
Todas as pessoas que andam, elas não podem ver.

Azul, verde, amarelo, branco. Eu cansei do preto, agora eu quero vermelho.
Sangue escorrendo, a mostra, eles arrancam seus gemidos.

Faz sentido? Eu acho que não.
Minha pequena putinha.

Acredito.

Disse.

Amarrada. Enforcada. Afogada.
Feridas, abertas, ensangüentadas. Nada.

Antes do gelo, antes que a geada caia. Antes que amanheça.
Me mostre estas cicatrizes, de baixo das mangas, entre os punhos
Entre seu coração.

Meu. Seu. Nosso.
Não é ela, sou eu, não é você é o jeito que você se move.
Não são suas palavras, são seus olhos.
Se seu corpo combinasse, você pareceria mais alegre.

Boca, língua, folhas rasgadas. Milhares.
Vento, veneno, crianças. Ecos.
Você jogou sua morte em mim.
Disse exatamente.
Tudo.

Agora faz mais sentindo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tudo. Nada.

Não é o preço que irá te custar, mas a forma como isso irá te deixar para baixo.
Você tem todos convencidos, mas eu te conheço tão bem.
Lugares onde estamos e lugares que encontraremos. Existem coisas que você deveria saber.
Quando você ficar mais velho, irá entender.
Desenhado com vômito, nós confiamos em todos, nós não confiamos em ninguém.
Eu nunca vou.
Perfeitamente entre uma linha e outra, segurando este mundo. Obtuso, quando nós morremos nós começamos a entender.
Existem prisões piores do que a morte.
Estrelas. Queda livre. Amor. Ódio. Segurando, segurando, segurando.
Quando você ficar mais velho, irá entender.