segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Menina de Vidro.

Elas se multiplicam. Assombrando esta face pálida. São estes dias onde o ar é seco e a alma transborda.
As lágrimas não deixam ninguém a sós.
Não importa o que eles lhe disseram, vocês não estão sozinhos.
Vamos cuidar desta indiferença, juntos, sangrando por você. Eu te amo, você sempre se lembra de mim.
Eu não gosto do sabor da moralidade dos outros.
Isso fica bem aos olhos, se escondendo dentro de uma pulsação oca. Deitando nas camas, sem conseguir dormir.
Querida, não me deixe nunca mais. Há buracos onde meus sentimentos costumavam ficar.
Felicidade e paz não foram feitos para mim.
Em meu nada você significa tudo. Deformada por dentro, mate-me outra vez.
Tem espaço aqui dentro para duas.
Abismos emocionas, dilacerando meus pecados. Leve, como deve ser.
Veneno.
Pessoas acham que é tão fácil, enfiando os dedos na garganta, eu já estraguei minha vida, agora toda vez eu cuspo sangue.
Para sempre o perigo, quanta desordem. Deixo o vômito escorregar pela minha garganta, ignoro todos os avisos.
Está desgastado, uma mentira de olhos tristes, ela me protege dos pensamentos significativos.
O gosto amargo do silêncio, no seu estomago.
Algo sempre me trás de volta a você, Ana.

sábado, 28 de agosto de 2010

Machismo.


Alegriiia!

Max Green e Lexus Amanda = OVER. <3


Nada a ver com o blog, mas eu tinha que anunciar isso ao mundo *o* !! De qualquer forma ela era FEIA DE MAIS PRA ELE u.u'

Apático.

O tempo avança rapidamente, em espiral nas minhas reflexões. Esta janela empoeirada, e a cama bagunçada, todas as minhas coisas jogadas no chão. Dois passos a mais, onde se deita todo o pecado.
A corrupção nos meus olhos. O meu sorriso. Quem disse isso mesmo? O branco, da paz que eu nunca tive.
Acho que se lembram de todas as coisas que eu já disse. Detalhes insignificantes. Mas esqueceram a coisa mais importante. Jogando bombas no meu cérebro.
Dois comprimidos, três talvez. Quem está contando o placar?
Eu achei que seria bem fácil. Mas queimaram todas as minhas idéias, arrancaram minha alma pela garganta. As noites de insônia percorrendo o eterno.
Vivendo nessa chuva de óleo, dançando por cima de cadáveres, o que é justiça? O que é certo nessa merda?
Está sempre dentro dos gemidos abafados. A única coisa que se ganha são carcaças esquecidas dentro do armário.
Disputas absurdas, neste bar congelado. Eu disse que não me importava. Mas essa raiva nem tem mais sentido para mim. De todas as coisas que eu anunciei, que eu planejei na minha cabeça confusa.
Sempre deixando coisas inacabadas, bem isso está mais do que claro para mim. Então para que protelar a dor?
Me enfurecendo, é tão divertido. O modo como aperto meus dentes nos meus lábios.
Os anos se empilham em almas esquecidas, é muito fatal. Vou fugir de todos, mas não vou conseguir fugir de mim. Daqui em diante. Eu espero o amadurecimento das idéias, para o dia em que ganharei o céu e as estrelas.
Colocando em palavras parece fácil. Mas todos os meus sonhos se transformam em pó. Em dois segundos, sufocando, eu sei que vai acabar.
Esculpidos no meu coração, é mais fácil se fixar em qualquer coisa do que olhar em volta.
O coração insatisfeito pulsa. Apenas não falo mais nada.
Ainda não. Talvez nunca. Talvez seja apenas um pouco irrelevante. Do que adiantaria de qualquer forma?
Sem dúvida isso é uma vida preciosa.
Quanta ironia desenhada no meu caderno.
A repetição de encontros e desencontros, colocados dentro destas palavras, eu me perco, eu me acho, que vergonhoso.
Eles se estrangulam, obrigando você a descrever o tempo. Sem bondade as flores murcharam e morreram.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Perfeição.

Olhos, o pigmento azul. Sorriso infantil.
Arregalando os olhos. Eu amo sua cara de surpresa.
Esta melodia salvou a minha vida.
Agitando as mãos, rindo, você é inefável.


Max Green.

x3 <3

Para sempre.

Me dê um sono eterno. Abrace-me fortemente como seu eu fosse quebrar.
Essa voz que sinto saudades. Ecoando de um sonho esquecido.
Distante de mais. De mim mesma.
Pode ser dentro deste abismo.
É uma bela atuação, mas aposto que sente mais do que diz.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Nostalgia.

A maneira como eu falava se foi, e a minha voz agora desvanecida é mais importante do que a consciência que pesa. Eu imagino se poderei encontrar você algum dia.
Quando eu olho para a lua, vejo que você sempre teve um olhar desesperado, mesmo quando está sorrindo.
Meu coração explode de riso, deixando o sangue escorrer. Eu venho sangrando para que não seja culpa sua, para compensar tudo que eu fiz a você. Você sabe qual é o preço do sangue?
O dia de chuva do ano passado. As palavras que eram difíceis de se trocar. Eu lembro delas, elas se quebram e derretem nas minhas mãos.
A primavera que virá, e todas as suas cores irão desaparecer para mim. Agora eu mal posso ver com todas estas lágrimas. Quando olho para o céu, a ultima gota escorre pelos meus dedos.

Poesia antiga, mas tá valendo.
Dedicada ao Chris.