quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Apostas.

Cigarros, vícios, navalha, atrás do pescoço.
Anti-depressivos. Isso é um progresso?
Estes olhos, me fazem querer morrer.
Fugindo, na ponta do cigarro. Eu vou tragar estes suspiros.
Mentindo, arranhando os braços. Roubando estas lágrimas.
Eu estou desconcertada. Então eu faço tudo errado.
Quem eu estou tentando enganar.
Sem cortes, retalhos, juntos, costurados. Eu voltei para jogar o sangue na minha saliva.

Ponta.

Eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar, eu não vou me matar HOJE.

sábado, 14 de agosto de 2010

Longe.

Nada de protelar. Frágil, cintilando, no chão do banheiro ou na calçada?
Garrafas jogadas, cacos que cortam os pulsos de quem não presta atenção por onde anda.
Tudo que há nas pessoas. Crueldade, não é tão inoportuno, ou tão patético?
Machucar por machucar, é tão ridículo.
Era uma menina, ou um menino?
Eu só olhei por dois segundos quando apontaram do outro lado da rua.
Desprendendo de algo que nem ao menos existe.
Boa sorte. Adeus.
Este é o ultimo aqui.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Masoquismo emocional.

Machuque-me para recobrar todas as memórias. Exponha meu coração desgastado, penetra a solidão no meu peito, me joga para o abismo onde a luz não alcança. Sinta o prazer em ver minha face sozinha na escuridão. Necessito me sentir ignorada, usada, morta nos teus braços. Desejo menos noites de sono, mais tortura, minhas lágrimas irão penetrar no solo seco. Faça-me odiar este coração dilacerado, onde o sangue corre livre. Arrebenta minha alma, escarra em minhas lágrimas, estas asas abertas e machucadas. Eu dependo do seu sadismo, minhas palavras belas são fruto deste triste masoquismo. Eu jamais escreveria se me sentisse amada.

Sala de aula.

O sinal toca novamente. Enterrada na areia movediça, nesta existência que parece tão trivial agora.
Será que ninguém percebeu que eu não estou respirando?
Não coloquem estas mãos em mim, não tentem me concertar, eu não estou quebrada.
Posso me esconder, então eu não vou chorar.
Vou me deitar em uma felicidade cheia de silêncios.
Pessoas, amarradas com os punhos cerrados. Todos os dedos apontando. Quando foi que rasgaram minha força?
Segurando um caderno cheio de sangue.
Tudo o que restou de ontem. Eu ainda estou presa aqui.

Vê minha alma?

Propagações perfeitas das sombras nos meus olhos. Negro, eu estou tão aliviada.
Quero esconder minha alma disforme. Estas marcas escuras dentro da minha boca.
Belas manchas formadas. Eu quero me lavar. Me deixem entrar na água. Isso foi só um terrível pesadelo.
Eu perdi algo, e nenhuma mancha vai cobrir esta falta. Era algo fragmentado.
Cor da vida, eu só quero retornar aos céus claros.
Eu nunca mais vou tentar substituir você.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Jardim secreto.

Eu tenho lembranças, desenhadas no caderno que queimei. As barras congeladas, vermelhas, brancas, amarelas, todas tem a cor do céu em algum momento.
Esta terra em escombros, enquanto as crianças não vem.
Eu esperei alguma palavra, qualquer sinal vital, no silêncio entre nós dois. Eu corri por entre as árvores, aquele lugar abandonado. Todas as flores, por que alguém se daria o trabalho de colhê-las? Seriam todas minhas ilusões?
Seus pensamentos, são exatamente o que eu mais temia, eu me decepciono tão facilmente. Agora jamais seremos verdadeiros.
Alguém irá sorrir quando eu mostrar meu ramalhete de flores. Algum dia.
Todos os dentes de leão, nasceram para alguém os desprezar. Eu não irei pisar neles. Existe algo tão incrível nisso. Ninguém enxerga minhas trevas.
Durmam no solo abandonado, esperando pela primavera. Muitas flores ainda nascerão para serem abandonadas. Não vocês.
Frias e dançantes, gangorras onde eu me sentei. Assoprando meus desejos. Novamente sem quebrar.
Eu não compreendi, será que eu nunca notei isso? O relógio parou naquele dia.
O que resta no final, seria apenas frágil. Não tenho palavras melhores. Acredite em mim.
Não vamos chamar a esperança, ela jamais floresceria a tempo. Não diga nada do que não entende.
Fique quieto. Eu jogaria alto, eu sofreria por algo, se a dor fosse sentida mais rapidamente.
Cores desaparecem, o céu se apaga, radiante ofusca. O azul parece estar preso na tela que eu desenhei você.
Eu olho para o que não pode ver. Certamente acabou.




Me desculpe Paulo.