Ninguém pode parar suas lágrimas, derramando tão miseravelmente em suas palmas. Sua alma derretendo deste estupor. A questão e conclusão. Pendurado nesta mente que não entende, você abriu os olhos e repetiu coisas insensatas, enquanto é enganado por cores invisíveis, estendendo suas mãos.
Desgostoso por estas paixões ardentes, fetiches e religiões. Volte a forma humana mais uma vez. Tanto egocentrismo dentro de algo que nem existe.
O tremor que rouba esta luz não é perdoado, estará sempre por cima de seus ombros. Continue murmurando para este corpo apodrecido no espelho. A verdade sempre machuca mais do que uma mentira bem contada.
Aquele olhar gentil da menina ingênua, tão pequena que se quebra em pequenos pedaços, entrando em tuas
veias, vendo corroer todo o seu coração. Não confie nela.
Somente olhando o inalterável tempo.
Dentro de si existe algo que não está traçado, onde os sentimentos nascem independentes desta vontade. Tudo floresce no seu rosto sincero.
Você ainda acha que precisa, você ainda acha que quer.
Presos dentro de um mundo de plástico, nós ficamos somente a admirar o céu. Eu quero sentir o vento no meu rosto. Algum dia você será de verdade.
Não há receios, chega mais perto. Durma tranquilamente aqui.
O vivo emocionante daquele passado distante continua refletindo no seus olhos, o que agora você não deseja mais ver.
Por um punhado de memórias e sonhos e o descolorido da minha voz, você pode entender.
Você diz que é para me proteger, mais do que qualquer coisa neste mundo. Eu fico trêmula olhando para as paredes infinitas.
Muito logo eu desaparecerei, mesmo assim você não quer me deixar ir. Aqueles dias em que você me segurou até a beira do abismo. Eu jamais esquecerei.
Sem alcançar ninguém, seu balão desapareceu dentro de um maremoto. A inocência vai se dissipando, o que acontece com os sonhos? Era lindo, mas ninguém notou. Por que as pessoas nunca percebem o que está diante de seus olhos? Eu sei que seu amor está oscilando.
Nada irá mudar seu mundo hoje.
Para Victor: Além do inefável. Te amo.
Mais alto, aproxima-se do céu. Mesmo a chuva que cai, por tantas vezes que não posso contar. Ofereça-nos um futuro infinito. Nenhuma luz deixará de refletir.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Pó de estrelas.
Sobre as nuvens que passam, o branco oscila.
O céu se espalha neste vão, a quantidade de corações perdidos, não tem como capturá-los.
Mentalizei várias vezes este sentimento, é só encontrar um resto de luz nesta escuridão.
Eu estava segurando uma flecha que desaparecia das mãos.
O tempo vai se pondo, profundamente.
Olhando um para o outro, se aproximando, muito além deste turbilhão de erros.
Somos todos sonhadores.
Bem ao alcance destes olhos, vamos dar as mãos.
Abraçando esta solidão no fundo destes modos frios. Não adianta se zangar se não conseguir da primeira vez. A dor nem sempre desaparece.
Não tenho mais nada a fazer além de pronunciar estas palavras de gratidão. Nada para mudar sobre meus pensamentos, e você... Tão profundamente, agora eu também.
Isso, eu estou sentindo.
Estava contando as lágrimas voando no céu estrelado. Várias vezes apenas olhando para a noite.
Lembro de quando demos o primeiro beijo.
Não esquecerei do sorriso que tinha aquele dia.
Agora não precisa mais nascer o sol.
P.
(Cupido.)
P.
(Cupido.)
Sonho.
Sentimentos de um amor platônico.
Prefiro nunca encontrar. Eu procuro por ti.
Não pode ser achado, não pode ser descoberto.
Mesmo sabendo que estou voltando sozinha, eu estou um pouco mais feliz.
Espelho.
É uma conspiração. Existe apenas um milagre aqui.
Tristeza profunda, cheia de ramos.
Tudo que eu costumava sentir, se torna tão real.
O respirar já extingue, desmoronando em pétalas arrancadas.
Olhando para estes túmulos, e todo o abuso que eles passaram, eu olho para mim mesma. Eu compreendo.
Meus olhos desenharam um futuro, abrindo azas corroídas. Eu ainda vejo o céu chorando.
Eu não sinto nada.
Nesta escuridão, onde tudo é impuro, suba alto.
Minta tão belamente, encapado pelo prazer, luxúria e insegurança.
É tão vazio, ninguém nunca acreditou mesmo.
O que aconteceram com meus olhos?
Nos confins do inferno, eu procuro um lugar para morrer.
Nossos corpos pútridos jogados no assoalho.
Você vai dizer que tinha uma arma na minha cabeça.
Por que tudo que eu gostaria de sentir virou pólvora, queimando com incontáveis segundos de existência limitada.
O infinito nunca pareceu tão curto, tão longo.
Eu posso vir desfeita.
Tanto quanto eu tento esconder minhas feridas, eu vou arranhando um pouco. Manchando tudo de rubro. Pelo meu amor é para sempre.
Abusivamente.
É melhor fazer agora, ou nunca.
Eu não conseguirei fazer isto para sempre. Sempre, sempre, sempre, sempre e sempre.
isso te lembra alguma coisa?
Gritei de novo no céu noturno, para me alcançar.
Flor de neve. Pó de coração.
Eu continuarei a andar sobre estes cadáveres, até que eu venha falecer.
Apenas o murmúrio do réquiem me impediu de lhe ferir.
Me afogo em prazeres frios, nestes braços.
O vento distante, transbordando algum sentimento, eu continuo clamando por alguma coisa. Ninguém pode me culpar mais.
Não consigo dizer estas palavras.
Continuo rezando, oscilando, tremendo, enquanto olho as árvores se inclinarem.
Consegue entender?
As últimas palavras que você me deu, até agora, continue lamentando aqui. Tendo decidido não afligir estas lágrimas, eu apaguei tudo.
Erguendo os olhos, o céu parece tão tranqüilo, adeus para sempre. Não é preciso mais chorar.
domingo, 18 de julho de 2010
Cor.
Eu vi você me olhando, do modo que só você consegue fazer, e então virou seu rosto, dolorosamente marcado pelo tempo.
Eu achei que fosse natural, desaparecer em uma rua movimentada. A tristeza que reflete em meus olhos, não me permite ouvir. Estou cansada de me esconder.
Girando e girando, agora eu sei.
Eu simplesmente não consigo admitir que isso é você. Dói demais.
Talvez as lágrimas sejam mais numerosas do que estes sorrisos concretos. Mas não há mais nada que eu possa fazer.
Meu corpo não consegue suportar estas emoções, tão brilhante, parece que vai quebrar.
Esvaecer. Matar.
Sentimentos jamais alcançados, são apenas suspiros.
Miseráveis, acariciando o vento.
Poderíamos estar correndo as cegas até hoje.
Eu te encarei silenciosamente, e você não olhou de volta. Não na primeira vez.
Sempre, dês de que isso foi feito, você derramou algumas lágrimas, eu também. Mas não precisa mais se preocupar.
Você me assistiu andar ao lado de alguém que você conhece, acho que cresci um pouco. Gostaria que você tivesse crescido também.
Seu sorriso continua adorável. Você nunca mais vai chorar, nunca mais.
Me mostre seu sorriso.
sábado, 17 de julho de 2010
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